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LBV colabora para que a Solidariedade esteja presente
Foto : Os estudantes, Helena Pestana, Gustavo Mendes, João Marques.
No interior do veículo, o voluntário e estagiário Rui Charneira.
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Alunos da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, realizaram um trabalho escolar no âmbito do programa Ronda da Caridade, da LBV.
Os jovens Gustavo Mendes, João Marques, Frederico Machado, Afonso Campos e Helena Pestana apresentam o motivo da realização deste trabalho e as lições de vida que dele tiraram:
“Como trabalho para a disciplina de Área Projecto, o nosso grupo optou por retratar o caso de pobreza extrema em Lisboa, demonstrada, principalmente, pela situação dos sem-abrigo. Para este fim, decidimos que o essencial do projecto estaria na colaboração em trabalho de voluntariado.
Foi necessário, no entanto, um enquadramento teórico prévio. Não iríamos embarcar num projecto sobre um tema envolto em tanta complexidade, sem informação sobre o que estávamos a tratar. Estas pesquisas deram-nos uma visão mais abrangente da situação que queríamos retratar, principalmente no que toca à vulnerabilidade da população sem-abrigo, já que estes indivíduos, como concluímos, sofrem também de muitos outros problemas derivados de viver na rua: alcoolismo, toxicodependência, problemas de saúde mental, entre outros. Tudo isto se viria a confirmar, com o nosso trabalho de campo.
Passando do conhecimento teórico, para o prático, o grupo, como foi referido, aderiu a sessões de voluntariado, onde fizemos a distribuição de alimentos e outras provisões, à noite, um pouco por toda a zona de Lisboa. Esta vertente nunca poderia ter sido realizada sem a colaboração da Legião da Boa Vontade (à qual nós deixamos os nossos maiores agradecimento) que aceitou em levar-nos consigo nas chamadas “Rondas da Caridade”.
Nesta vertente do projecto, houve um nível muito mais pessoal com a situação dos sem-abrigo. Aqui, de facto, havia interacção, sendo que nós tínhamos de nos mostrar amigos, mas estar atentos ao mesmo tempo, já que muitas pessoas sem-abrigo podem ter comportamentos inesperados. Houve todo um misto de sensações vividas, tanto de gratificação pessoal, como de pena, pelo que esta experiência tão cedo não será esquecida.
Em suma, o trabalho contribuiu para o nosso desenvolvimento cívico, pois aprendemos a lidar com pessoas necessitadas e ficámos sensibilizados para com este tema.”
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